2.10.10

TALKSEXI com JANAÍNA PUPO

Janaína Pupo, artesã, fotógrafa e escritora. Uma mulher um tanto ousada, autoritária e amante de pequenas (grandes) coisas, contou para o SeximaginariuM o que acha de sexo, blogues e mais sexo!

Leo: Como surgiu 0 Blog Janaínapupo.blogspot.com ? Já escrevia antes?
Janaína Pupo: Eu estava assistindo o filme “Julie & Julia” e uma das personagens cria um blogue para publicar receitas culinárias. Amo cozinhar e a princípio, fiz o Blogue com esse intuito. Mas logo no início, acabei falando de outra coisa que eu amo, que é sexo. A aceitação foi ótima e passei a escrever só sobre sexo. Já escrevia antes, poemas, contos, mas nunca tinha publicado nada.

Leo: Você escreve sem pseudônimo. É mais difícil escrever o blog desta forma?
Janaína Pupo: Não. Para mim, falar de sexo sempre foi um assunto natural, como trocar receitas, quem me conhece sabe bem. O único problema é que, tem homens que acham que pelo o fato de eu falar espontaneamente sobre isso, saio dando pra todo mundo e tem mulheres que acham que sou uma “meretriz”. Mas nunca me incomodei com o que pensam a meu respeito.

Leo: Você dá conselhos, aborda temas sobre a vida sexual das mulheres. Você acha que as meninas estão mal informadas sobre o assunto?
Janaína Pupo: Infelizmente, sim. Recebo inúmeros e-mails de leitores e às vezes me surpreendo. Muitas meninas ainda transam por obrigação, chantagem do namorado, outras se recusam a usar camisinha porque “não gostam”. E com a tal pílula do dia seguinte, a coisa piorou. Esquecem que essa pílula pode “evitar” a gestação e não as doenças sexualmente transmissíveis - DST. Mas não são apenas as meninas que estão mal informadas sobre o assunto, os meninos também.

Leo: Existem vários sexiblogs escritos por mulheres. Você acha que é uma forma delas "colocarem os monstros pra fora"?
Janaína Pupo: Talvez. A internet permite que cada um faça o que quiser. A pessoa tem o monitor para se esconder, de repente, na vida real ela não tem coragem de dizer tudo àquilo que diz num blog (ou de agir como diz que age). Eu dou à cara a tapa, “meus monstros estão soltos”. A Janaína do blogue é a mesma Janaína que vai ao supermercado.

Leo: Algumas mulheres têm medo de dizer o que querem, tipo me come assim, me chupa ali... E você é pidona? Tem aquela coisa de não me toque tipo - ai não!
Janaína Pupo: Ah, isso de “não me toque” não é comigo. A única coisa que o cara tem que esperar pra ver se eu libero é sexo anal, pois como sempre digo, “cu não se pede, cu se oferece”. Então se EU QUISER vou oferecer. E sou pidona sim, se precisar peço mesmo. Sou a favor de ambos ficarem satisfeitos.

Eu dou à cara a tapa, “meus monstros estão soltos”. A Janaína do blogue é a mesma Janaína que vai ao supermercado.

Leo: E as fantasias e outras formas de sexo como swing?
Janaína Pupo: Fantasias eu já realizei muitas. Tenho vontade (acho que a maioria tem) de visitar uma casa de swing, sou curiosa, tenho idéia de como seja por ouvir amigos e amigas que já foram comentar. Admiro os casais swinger, acho que um relacionamento assim tem tudo pra ser eterno, pois além da “liberdade”, existe sim muito respeito e cumplicidade entre o casal, mas acredito que eu não conseguiria ter um casamento assim.

Leo: O que você acha dos “brinquedinhos” femininos?
Janaína Pupo: MARAVILHOSOS! Adoro, tenho vários, quase um “Playcenter” dentro do meu guarda roupas e pretendo transformar esse “parque num Hopi Rari”. Acho que toda mulher deveria ter nem que fosse apenas um brinquedinho, mesmo as casadas. Se o marido aceitar, pode “brincar de médico” com a esposa... Se não aceitar, ela brinca sozinha. Nosso corpo é um templo e antes de qualquer um, nós devemos desvendá-lo.

Leo: As mulheres reclamam de alguns caras, dizem q eles trepam mal... O que acontece com os “meninos”?
Janaína Pupo: Os meninos andam muito afoitos. Alguns acham que entre as coxas da mulher tem uma garagem (de portão automático pra não ter nem o trabalho de descer do carro para abri-lo), chegam e vão estacionando. Sabemos que o homem é muito visual, ele se excita com uma bela bunda, com seios volumosos e isso não precisa nem estar na frente dele, basta imaginar. A mulher precisa de mais... do beijo, do toque, palavras gostosas (e safadas) no “pé do ouvido”, preliminares e quando isso não acontece, elas reclamam mesmo (com razão). Mas tem muito homem que trepa bem, assim como também tem mulheres que trepam mal (são umas geladeiras na cama, puro gelo).

Leo: Uma fantasia.
Janaína Pupo: Transar na Catedral da Sé. Calma, não sou atéia, é que a beleza daquela igreja me excita.

Leo: Uma boa trepada.
Janaína Pupo: Várias, mas teve uma que começou em um farol (semáforo). Estávamos no carro, eu de vestido e ele começou a me acariciar. Colocou a mão entre as minhas coxas e eu morrendo de tesão. O farol ficou vermelho, um vendedor de rua (ambulante) veio na janela oferecer não sei o que e ficou de boca aberta a me ver naquela situação, tendo um orgasmo. E claro que terminamos a brincadeira em um motel (com o meu bofe gente, não com o vendedor ambulante).

Leo: Um lugar ideal pra trepar.
Janaína Pupo: Isso não existe para mim. Qualquer lugar é ideal para transar (quarto, cama, chão, mesa, banheiro, no carro, na feira, no poste, elevador, na rua, na chuva, na fazenda) desde que os dois queiram.

Leo: Sexo Tem limites?
Janaína Pupo: Não. Tem quem goste de sexo “casual”, tem quem goste de sexo selvagem, tem quem goste de sexo calado, tem quem goste de sexo falado, tem quem goste de sexo bizarro.
Cada um tem seu limite, mas sexo não tem limite.

26.9.10

ADRIANA GALISTEU POR GABRIEL WICKBOLD

No ano passado Adriane Galisteu aceitou o convite do fotógrafo paulista Gabriel Wickbold para participar de seu projeto visual SEXUAL COLOR, que entrará no circuito cultural de Nova York ainda em 2010.
Nas fotos Galisteu aparece nua, pintada dos pés a cabeça. Seu corpo foi aerografado pelo maquiador Léo Zaniboni para criar a coloração do fundo. Em seguida, Gabriel utilizou recursos bastante naturais como galho de coqueiro, urucum, areia e tinta para conseguir os demais efeitos. "Quis fazer um trabalho bastante autoral, sem o uso de programas para obter esse resultado final" explica Gabriel.
Adriane Galisteu afirmou que “Amou fazer esse trabalho. Há muito tempo não fazia algo parecido e nem imaginava que todas aquelas coisas atiradas em meu corpo pudessem resultar nessas fotos tão lindas."
Além de Adriane, Fernanda Paes Leme, Didi Wagner, Paula Lima e Nathália Rodrigues foram fotografados em situação semelhante. A idéia da mostra é desconstruir a sexualidade com muita criatividade. "Quis tratar o tema de uma forma ousada e inusitada", comenta Wickbold.
O ensaio completo no www.seximagem.blogspot.com

18.9.10

OS SEGREDOS DA MULHER BRASILEIRA


As gajas portuguesas andam “p da vida” com as “brasucas” - as brasileiras que habitam as terras de Camões. No mês de agosto ultimo a revista Focus, uma espécie de Época lusitana, publicou materia: “Eles adoram-na, elas odeiam-na. Os segredos da mulher brasileira”. Na capa uma mulher de biquini com as cores da bandeira brasileira. Nas páginas internas “Os dez mandamentos que elas – as brasileiras – usam para seduzir o homem”.

A matéria traz, ainda, dicas de como seduzir gajos. Quem já não ouviu falar do incrível poder de sedução das mulheres brasileiras? Do seu jeitinho especial de ser e de estar? Da sua forma carinhosa de falar e de dar mimo? Do cuidado que têm com a aparência e o corpo? Da maneira como “enlouquecem” os homens!!

Adoradas pelos homens, odiadas pelas mulheres, o fato é que em Portugal as brasileiras fazem sucesso e são, entre todas as estrangeiras, as que mais casam com portugueses. Somente em 2009 aconteceram 2216 casamentos de brasileiras com lusitanos.

Pra completar, Nelma Penteado, lançou em Portugal o livro Os Segredos das Mulheres Brasileiras - Para Manter os Homens Loucamente Apaixonados. O livro promete transformar às gajas em mulher sedutoras e ensinar técnicas para enlouquecer seus homens.

Na sinopse do livro a escritora brasileira afirma que “São muitas as mulheres em todo o mundo que morre de ciúmes sempre que uma brasileira entra em cena. Que se sentem inseguras, receando que os seus parceiros se encantem por elas… Vamos ser sinceras: na maioria dos casos, têm mesmo razão para ter medo. É que as brasileiras são mesmo “gostosas” e tentam facilmente o sexo oposto! Mas é importante perceber que elas são assim por natureza. Sem esforço. Não o fazem intencionalmente. E a informação importante a reter é que funciona! Todas as mulheres deviam querer saber como e por que”.

É certo que as mulheres brasileiras, além de corpos esculturais, conhecem algumas tecnicas e segredos para enlouquecer seus homens.

Mas fiquem espertos oh gajos e gajas:

Nem toda brasileira é só bunda!

"Na minha opinião a mulher é gostosa e poderosa independente do local geográfico em que ela está. É tudo uma questão de cultura, informação, estado de espírito. Buceta é buceta em qualquer parte do mundo e elas existem em carradas. Isso de ser melhor ou gostosa, depende muito da dona. Acho que a sexualidade de uma mulher não está no bundão que ela tem, nem nos peitões, mas, de algo que vem de dentro pra fora. Toda mulher que fabrica em seu organismo os hormônios da sexualidade se mostra apta a ter respostas positivas na hora do sexo e de ter os seus orgasmos, desde que ela não seja reprimida ou bloqueada por questões psicológicas. O resto é babela de brasileiro. Sua postagem é um tema muito bom para discussão e esclarecer comportamentos e impressões distorcidas da realidade Desejo uma ótima semana para você." 

Beijoo

Well 

9.9.10

TALKSEXI com @charlinemessa

Lembra do Lingerie Day - twitter.com/lingerieday_?
As três pimentinhas @mari_graciolli @aleferreira e @charlinemessa escolhidas pela Revista Sexy no #lingerieday mostram aqui no SeximaginariuM por quê venceram o concurso e dão uma dica que podem mostrar mais!




@charlinemessa é a terceira pimentinha - escolhidas pela Revista Sexy no #lingerieday - a “dar” a palavra aqui no SeximaginariuM!

Charline nasceu em 1982, Signo Leão, Palmeirense, é Bióloga e Fotógrafa, louca por música, cinema e literatura. Se diz muito crítica com relação às pessoas e ao mundo, fico até meio ranzinza de vez em quando, mas apesar do gênio forte e excesso de personalidade, juro que tenho um bom coração e gosto das coisas direitinho...
Como foi fazer o ensaio de lingerie para a Sexy?

Foi muito bacana! Uma experiência inédita pra mim, muito legal e proveitosa, adorei a oportunidade de participar!

O que te levou a participar do #lingerieday?
Resolvi participar um pouco pelo lance da brincadeira e por incentivo do
meu noivo. Tínhamos feito algumas fotos pro nosso portfólio e aproveitei pra usar no #lingerieday que fez um sucesso até maior do que eu imaginava.


Mudou alguma coisa depois da publicação da foto na Revista Sexy de setembro?
Só um pouco o número de followers... hahaha. Na prática não mudou muita coisa não, a vida segue normalmente.
O que um homem tem que fazer para você tirar a lingerie?
Tem que me agradar, ser do jeito que eu gosto e gostar de mim do jeito que eu sou, sem respeito não rola de jeito nenhum!

Pra que tipo de homem você não mostra nem a rendinha da lingerie?
Homem bobo, folgado, atirado. Acho que mulher nenhuma gosta disso, por mais que eles pensem que estão agradando...

Se te convidassem para posar nua para alguma das revistas masculinas você toparia? Dependendo da proposta (financeira e artística) por quê não?


5.9.10

TALKSEXI com @aleferreira

Alessandra Ferreira é a segunda pimentinha – entre as três escolhidas pela Revista Sexy no #lingerieday - a “dar” a palavra aqui no SeximaginariuM!
@aleferreira nasceu em 87, escopiana, torcedora do Palmeiras: minha vida é você!
“Sou do tipo menina, que adora estar com o "espírito do copo cheio". Publicitária apaixonada pelo meu trabalho e uma magrela nãrd!”

Como foi fazer o ensaio de lingerie para a Sexy?
TENSO é palavra que define. Se vc fuçar meu flickr não tenho fotos com caras e bocas, só quando tô meio alta na balada faço palhaçadas. Mas são de fato palhaçadas, eu não sei forçar cara de sexy, sexo, se não tiver realmente afim, sabe? Enfim, pra mim foi tenso, cheio de nãos e "e se...". Além de ter chorado no aniversário do meu melhor amigo por medo de como as fotos iriam ficar, mas o saldo foi positivasso, pois adorei o resultado.

O que te levou a participar do LingerieDay?
O Morroida e Gravz são BROTHERS, quando criaram de brincadeira o #lingerieday e umas feministas xiitas começaram a causar, dizendo que mulher que mostrava a lingerie ou tirava alguma foto com intenção de ser sensual era burra/objeto, coloquei minhas fotos e mantive minhas opiniões pra provar que uma mulher pode ser bem inteligente e sensual.

Mudou alguma coisa depois da foto da revista Sexy?
Nada. Acho que só tenho vontade de fazer um ensaio mais relaxada para ver no que daria.

O que um homem tem que fazer para
você tirar a lingerie?
Conseguir um beijo meu é o mais difícil, não sou do tipo que é beijoqueira, vai pra balada e passa o rodo. Aliás, beijei uma vez um desconhecido na balada e nunca mais. Então pra tirar minha lingerie precisa passar pelo teste do beijo, RERE.

Pra que tipo de homem você não mostra nem a rendinha da lingerie?
Os falsos, dissimulados, aqueles que falam mil coisas pra iludir uma mulher.

Se te convidassem para posar nua para alguma das revistas masculinas você toparia?
Se eu pudesse escolher o tom do ensaio, claro.
E também se rolasse uma grana pela qual valesse a pena. :)



31.8.10

TALKSEXI com @mari_graciolli


Basicamente tudo que eu quero ser define o que eu sou hoje, uma mulher que não mede esforços para conseguir o que quer e correr atrás de tudo sem desistir.
Sou extrovertida, falo bastante e adoro ficar conversando por horas com pessoas interessantes e engraçadas.

Dentre as inúmeras participantes do Lingerie Day, Mariana Graciolli foi uma das três escolhidas pela revista Sexy como pimentinha do mês de setembro!
A D´licinha, deu uma "colher de chá" para o SeximaginariuM!

Nascimento - 1987
Signo - Sagitário
Time - Santos

Como foi fazer o ensaio para a Sexy?
Foi uma experiência incrível, adorei tirar as fotos. Além de ter sido muito divertido me senti muito sexy com a produção toda!! Acredito que faça parte do desejo da maioria das mulheres tirar fotos sensuais.

O que te levou a participar do lingerieday?
Participei porque brincadeira por trás do lingerieday é muito legal, um dia fora do comum, onde quase todo mundo topa se mostrar de uma forma diferente e sensual!

Você entrou pensando em ganhar o concurso?
Pensei em participar, mas sinceramente não achei que ia ganhar. Tinham muitas mulheres bonitas participando.

O que um homem tem que fazer para vc tirar a lingerie?
Tem que impressionar ser inteligente, legal, engraçado e também me atrair fisicamente, claro!

Pra que tipo de homem vc não mostra nem a rendinha da lingerie?
Aquele tipo de homem que faz de tudo para parecer o gostosão do pedaço que pega todas.



14.8.10

FASCINATRIX - A SEXIARTE DO BURLESCO

A dançarina paulista Karina Raquel se Inspirou em Dita Von Tesse e Michelle L’Amour, pioneiras do ressurgimento da estética pin-up e do termo “burlesco” associado à arte do strip-tease, para criar a personagem FASCINATRIX.
Fascinada pelo glamour de antigamente e a estética que tanto fazia brilhar as estrelas da idade de ouro de Hollywood como Rita Hayworth e Betty Grable, nas suas apresentações burlescas ela conseguiu reviver a arte do burlesco dos anos 40 e 50 resgatando a sensualidade, muitas vezes perdida, da mulher dos tempos modernos.
As performances de FASCINATRIX com figurinos temáticos e luxuosos, aliados à boa música, encantam pelos movimentos sensuais. Suas apresentações têm clima erótico e lúdico com uma boa dose de humor tipicamente brasileiro.
Quer conhecer mais a FASCINATRIX?
Acesse o blogue http://blogfascinatrix.wordpress.com/ e veja imagens, locais onde ela se apresenta e fotos deliciosas.


LEO: Como surgiu a idéia de criar a personagem Fascinatrix? Você se inspira em Dita Von Teese?
FASCINATRIX: Fascinatrix vem da palavra fascinação e é um trocadilho com a palavra dominatrix que é usada no meio S&M para as mulheres dominadoras. É uma brincadeira como se eu obrigasse as pessoas a se fascinarem com a minha presença. Sempre fui apaixonada por dança e tinha muita vontade de resgatar essa estética de luxo com dança e interpretação, daí surgiu o personagem.
Dita Von Teese é uma inspiração a todas as mulheres que fazem o mesmo tipo de trabalho que ela porque é uma mulher belíssima que encarna perfeitamente a mulher dos anos 40.

LEO: O que te atraiu para entrar no universo das pin-ups?
FASCINATRIX: Acho que o mais me atraía nesse universo era o glamour dos figurinos, maquiagens, cabelos e aquele ar de inocência com sensualidade. Desde menina adorava lingeries, guardava o dinheiro da mesada para comprar lingeries com mais renda e mais elaboradas que normalmente as adolescentes de 12 anos não usavam.

LEO: Como e ser uma pin up no século XXI?
FASCINATRIX: Não me considero uma pin-up no século XXI. Tenho um estilo que utiliza muitos elementos dessa estética, mas essa coisa de moda me incomoda um pouco. Claro que meu personagem é uma referência ao estilo pin-up, mas também tem uma atitude de sensualidade, de cuidados com o corpo, maquiagens, cabelos que me tornam mais feminina. Não é só colocar uma sainha rodada e uma camisa de bolinhas, batom vermelho e salto alto, tem que ter a personalidade também.

LEO: Fascinatrix mexe com o imaginário masculino. E as mulheres? Como recebem?
FASCINATRIX: A maioria do meu público é feminino. Quando me apresento, claro que os homens ficam mais animados, mas são elas que me procuram depois para saber dos meus figurinos, dicas de maquiagem, cabelo etc. Acho que pelo fato de nunca ficar completamente nua e ter a dança como elemento principal nas minhas performances deixo uma impressão de glamour e não de vulgaridade e assim crio um clima mais confortável para elas.

LEO: Qual a diferença das pinups da década de 1940/50 como Bettie Page e você?
FASCINATRIX: Bem, ser mulher em 2010 sem dúvida é muito mais fácil do que na década de 40 ou 50. Elas tinham que ter muita atitude para se fazerem respeitadas e mostrarem seu trabalho sem serem rotuladas como vulgares, sem-vergonha, etc. O preconceito era muito grande. Hoje é bem mais fácil, somos aceitas em todas as profissões, somos independentes, temos carreiras vitoriosas. Naquela época, qualquer mulher que queria ser independente e saía de casa já era considerada uma “perdida”. Felizmente, 60 anos depois, nos achamos e nos acharam também. (risos)

LEO: Qual a reação do publico as suas apresentações? Já aconteceu algo inusitado ou engraçado?
FASCINATRIX: O público sempre respondeu muito bem. Quando me apresento é legal ver como as reações mudam conforme vou evoluindo, tem a surpresa, a admiração, o respeito. Nunca tive problemas ou impressões negativas do público.